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27 de Junho de 2014 - 06:00

Encontro franco entre Poder Público e empresários do setor privado abriu perspectiva para um novo modo de fazer política

Por Tribuna

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Uma reunião do prefeito Bruno Siqueira e seu vice, Sérgio Rodrigues, com empresários, na manhã de ontem, pode ter sido o início de um novo ciclo na cidade, embora seja prudente esperar os próximos passos, como o segundo encontro, marcado para o dia 5 de agosto. A meta, tanto do setor privado quanto da Municipalidade, é encontrar um ponto comum, a fim de garantir não só o diálogo intersetorial mas também implantar em Juiz de Fora experiências de sucesso. A referência foi a cidade de Uberlândia, que há muito tempo está bem adiante dos demais municípios mineiros na relação com o setor privado, cujo objetivo é o desenvolvimento. O caso mais recente - e levado à reunião de ontem - foi o acolhimento do Grupo Bahamas, rede de supermercados de Juiz de Fora, que aqui concentra a maioria de seus negócios, mas já proliferando no Triângulo, graças, sobretudo, às iniciativas dos empresários daquela região e do Poder Público, que viram, em vez da concorrência, um novo parceiro.

Os empresários de Juiz de Fora, e não é de hoje, se queixam da inação do Executivo, que mantém um diálogo precário com o setor, muitas vezes comprometido nas instâncias burocráticas. Se em Uberlândia os projetos levam cerca de um mês para serem aprovados, aqui há casos de mais de um ano. Num cenário econômico em que as medidas têm que ser imediatas, há perdas irreparáveis para projetos que acabam abortados pela falta de aprovação dos órgãos responsáveis. A Prefeitura garante que essa questão já está resolvida, mas boa parte dos empresários desconhece essa nova mudança. Boa notícia.

O fundamental não é apenas o diálogo das partes mas também a busca de unidade que a Tribuna vem defendendo desde a sua primeira edição. A Zona da Mata - e não apenas Juiz de Fora - precisa se fazer presente nas decisões de poder, mas isso só será possível com instituições fortes, para pressionar quem decide. Fragmentadas, ou atuando em compartimentos estanques, jamais vão conseguir resultados. Esse modelo vencido fez com que Juiz de Fora e a região ficassem em segundo plano nas decisões de Belo Horizonte. Empresários e políticos de Uberlândia foram pelo caminho inverso. Mesmo com divergências, e isso também faz parte do jogo, conseguem unificar o discurso quando o interesse é coletivo. É disso que a Zona da Mata precisa.

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