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12 de Janeiro de 2014 - 07:00

Burocracia das instâncias de poder penaliza a população e os próprios políticos na liberação de recursos

Por Tribuna

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O cidadão comum ou quem milita na iniciativa privada tem - e com razão - dificuldades para entender a burocracia do Poder Público em todas as suas instâncias. Na edição de sexta-feira, mostrou-se que a Prefeitura, para fazer obras de revitalização do Parque Halfeld, conseguiu empenho de R$ 480 mil de recursos do Ministério do Turismo. Em tese, o problema está resolvido. Mas não é bem assim. Ainda faltam a liberação e a sua transferência para o caixa municipal, algo que não ocorre com um simples toque na tecla "enter" do ministério. O prefeito Bruno Siqueira disse que está trabalhando nesse sentido, o que implica considerar que ainda faltam passos dentro da burocracia. Por isso, ele tem sido prudente em fazer anúncios, pois conhece bem a diferença entre ter o dinheiro e ter a promessa (o empenho).

Este, porém, é apenas um exemplo dos caminhos incertos dos bastidores oficiais. Quem mais vive esse drama são os deputados, sejam eles federais ou estaduais, e vereadores. A cada ano, fazem emendas para beneficiar suas bases que, sistematicamente são aprovadas pelo plenário, mas nem sempre avançam. Entre a aprovação e a liberação do dinheiro há um longo caminho. Aprovar não significa liberar, como mostram protestos dos políticos. E não são apenas adversários. Aliados também. A liberação tornou-se uma moeda de troca, usada especialmente em momentos de votações críticas.

Não é de hoje que Juiz de Fora vive a expectativa de receber recursos para o sistema viário, embora já tenham sido aprovados. O jogo político dos bastidores tem entraves de toda sorte, que são incompreensíveis pelo cidadão comum. Por isso, as lideranças só devem anunciar o que é possível, sob o risco de ficar na promessa, por levar fé em textos aprovados ou prometidos por instâncias superiores. Só vale mesmo quando o dinheiro estiver no caixa. Aí, sim, não há desculpas pelo não fazer.

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