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28 de Janeiro de 2014 - 07:00

Lideranças empresariais se mobilizam para a cidade eleger nomes locais, identificados com as suas demandas

Por Tribuna

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No folclore popular, diz-se que candidato da terra é minhoca. A frase é sistematicamente repetida por alguns políticos que veem com ceticismo a proposta de se aumentar a representação política de Juiz de Fora na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional, como ora defendem algumas lideranças do setor empresarial. O argumento é recorrente: é preciso eleger alguém que entenda e fale pela cidade nas instâncias de poder. A cada pleito nacional, a tese volta à tona sem resultados práticos, pois os paraquedistas - os candidatos de outras regiões - continuam tirando votos no município.

A intenção é boa, mas é necessário considerar que Juiz de Fora, sendo uma cidade-polo, abriga uma considerável população oriunda de outros municípios. Desta forma, mesmo registrados nos cartórios eleitorais locais, estes cidadãos continuam dando preferência aos candidatos de sua terra natal. Além disso, com o canibalismo que se instalou na política, não há meios de "fechar a porteira", como nos tempos dos coronéis. Os próprios partidos incentivam a prática ao impor acordo aos seus candidatos para dobradinhas sem sentido, visando apenas à eleição de seus caciques. Como exemplo, muitos vereadores têm sido assediados a disputar uma vaga na Assembleia apenas para servir de escada para os "donos de partidos", e que não são daqui.

Embora tenha saído da agenda do Congresso, o voto distrital continua sendo a alternativa mais viável para se privilegiarem candidatos identificados com suas regiões. Com um colégio eleitoral que se aproxima dos 400 mil, Juiz de Fora teria uma cota expressiva, sendo capaz, aí sim, de eleger nomes locais, dos quais, aliás, também se poderia cobrar por sua atuação.

Ademais, pelo atual sistema, são poucos os políticos eleitos pelos próprios votos, o que os obriga, também, a correr o estado em busca de apoio, sendo eles os "forasteiros" em outros redutos, uma vez que os municípios se tornaram terra de ninguém.

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