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03 de Julho de 2014 - 06:00

Falta de vagas e insegurança são ingredientes que refletem na rotina dos agentes de saúde

Por Tribuna

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As cenas da madrugada do fim de semana na UPA de Santa Luzia são para ser esquecidas por funcionários que tiveram momentos de plena tensão, nas quais não faltou, sequer, agressão por familiares de um paciente. A justificativa era o atendimento, que, no entendimento deles, era precário, embora os agentes de saúde tenham garantido que era parte de uma circunstância - a falta de leito -, e não por falta de zelo.

Nessa discussão entram dois problemas. O primeiro, a falta de vagas, que continua sendo um dos gargalos da saúde. No caso de Juiz de Fora, há o agravante do entorno: boa parte dos municípios não dispõe de leito, preferindo mandar seus pacientes para a cidade-metrópole. Como o SUS não permite a rejeição, todos são atendidos, criando um problema para os pacientes locais. A solução é algo distante, pois a demanda é crescente.

A segunda questão é a segurança dos profissionais. Também vítimas desse sistema, acabam pagando uma conta que não é deles. O caso da UPA de Santa Luzia foi apenas um gesto mais extremo de tantos outros que rondam auxiliares e médicos que atuam nas madrugadas. Na semana passada, um deles foi agredido numa unidade básica no Monte Castelo, mas os casos, sobretudo de ameaças, são muitos.

Não é de hoje que agentes públicos vivem num cenário de medo, o que coloca nesta lista também os professores. Vira e mexe, um deles é "enquadrado" por pais de alunos insatisfeitos com o desempenho dos filhos, quando deviam cobrar deles, e não do mestre, um melhor resultado.

E tanto nas escolas quanto nos postos de saúde a segurança não é adequada. Os guardas municipais, a despeito do treinamento, não dão conta de casos mais graves, como o do fim de semana, pois não têm licença para andarem armados. Além disso, o número de profissionais é insuficiente para um quadro que exige vigilância 24 horas, como as unidades que não fecham.

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