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08 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Abaixo-assinado a ser entregue ao governador Antonio Anastasia é um grito de alerta de uma sociedade já inconformada

Por Tribuna

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Pela primeira vez, em muitos anos, a cidade estabeleceu um discurso único em torno de uma questão: o crescimento da violência e suas consequências. O abaixo-assinado a ser entregue hoje ao governador Antonio Anastasia aponta as demandas de uma cidade que está impressionada pelos próprios números. Nunca ocorreram tantos homicídios como nos últimos dois anos. Em 2013, pela primeira vez, a cidade ultrapassou os cem casos de crimes contra a vida, a maioria deles envolvendo jovens e adolescentes, ora como vítimas, ora como autores. Ao mesmo tempo, os crimes contra o patrimônio chamam a atenção, e andar pelos espaços públicos tornou-se um gesto temerário.

Pelo menos há cinco anos, quando começaram os primeiros pleitos, a cidade vem pedindo sua inserção em projetos especiais do Governo do estado, destacando o "Fica vivo", cuja meta é a redução dos homicídios, e já em curso em Belo Horizonte e nas cidades da Região Metropolitana. O retorno da Secretaria de Defesa Social é monocórdico: Juiz de Fora não tem números que justifiquem a sua implantação, aludindo que, em relação a outros municípios, os dados locais são abaixo do necessário para adoção do projeto. Mas qual seria esse limite?

No entendimento dos juiz-foranos, a linha já foi rompida há muito tempo, não havendo espaço para transigência com questões que provocam números tão alarmantes. O fácil acesso às armas e o tráfico de drogas têm sido matrizes desse cenário de insegurança, que só será superado com ações do próprio estado, a começar pelo aumento do efetivo das polícias Civil e Militar. O número de policiais que se aposentam ou entram de licença é sempre superior ao dos que ingressam na carreira. Ao curso dos anos, as corporações entram em falência pela defasagem.

Bem lembrou o prefeito Bruno Siqueira ao destacar que não vale comparações com regiões do mesmo porte. Juiz de Fora, a despeito de suas condições em relação aos demais municípios, exige medidas que garantam a retomada de sua própria história: a de uma cidade marcada pela qualidade de vida, que começa pela tranquilidade da sua população e a dos que a visitam.

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