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01 de Julho de 2014 - 06:00

Goleiro impede vexame do Brasil, que, como anfitrião, quase foi eliminado nas oitavas de final

Por Tribuna

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Depois de ter sido considerado vilão da Copa de 2010, goleiro salva a Seleção e a própria competição. Há quatro anos, quando deixou a bola escapar-lhe por entre os dedos, em jogo do Brasil contra a Holanda, o goleiro Julio Cesar foi do céu ao inferno. Naquele mesmo ano, tinha sido considerado o melhor jogador da Europa. No último sábado, ainda sob a desconfiança da torcida, ele voltou ao céu ao defender dois pênaltis e ainda contar com a sorte de duas bolas na trave, classificando o Brasil para as quartas de final da Copa do Mundo. O time de Luiz Felipe Scolari fez sua pior apresentação e esteve prestes a encerrar sua jornada prematuramente.

Seria um desastre coletivo, pois, além de anfitrião, o Brasil é visto como um dos favoritos. O calor das ruas, que paralisa o país especialmente nos dias de jogo, iria por água abaixo, e a frustração poderia se transformar em gestos insanos pelas ruas. Julio resolveu todas essas demandas ao parar os atacantes chilenos. Mas será preciso muito mais do que as mãos e os pés do goleiro para avançar na competição. Até sexta-feira, haverá tempo para arrumar a casa.

Embora outras seleções favoritas já tenham sido eliminadas, o brasileiro tem uma visão própria do futebol. Na sua avaliação, segundo lugar é o primeiro dos últimos, e ser eliminado, em vez de ser coisa do esporte, é um problema que ultrapassa as linhas do campo. Os políticos gostam de tirar vantagem desses momentos, sobretudo quando tudo vai bem. E há uma campanha eleitoral em curso. Embora ninguém tenha ousado levar a bola para o palanque, é fato que o resultado, certamente, será emblemático para as urnas.

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