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30 de Março de 2014 - 06:00

Ao tentar ampliar a extensão da CPI da Petrobras, Governo tenta dar o troco nos adversários da presidente Dilma

Por Tribuna

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O Governo, usando as armas que tem, articula, agora, a ampliação da CPI da Petrobras. Depois de o presidente do Senado, Renan Calheiros, avisar que sua instalação é praticamente inevitável, os articuladores estão orientando suas bancadas a efetivarem emendas jogando as investigações também para o cartel de trens em São Paulo - sob o Governo tucano, partido de Aécio Neves - e para as denúncias envolvendo o Porto de Suape, em Pernambuco, estado dirigido pelo socialista Eduardo Campos. Com isso, não apenas a presidente Dilma Rousseff, mas também seus adversários diretos estariam no mesmo barco.

Trata-se da máxima popular que diz que pau que bate em Chico bate também em Francisco, indicando que não haveria heróis nessa empreitada. Para alguns, porém, pode ser uma tática suicida, mas, por enquanto, não há tese melhor para reverter a situação. A oposição, depois de protocolar o pedido de CPI, espera apenas a leitura do documento para a instalação dos trabalhos. Como não há pressa, há tempo, ainda serão feitas tentativas para a retirada de assinaturas dos dissidentes, como o mineiro Clésio Andrade.

A lição desse cenário, porém, é que a CPI da Petrobras, a despeito de todos os argumentos para sua criação, será apenas um instrumento político para aquecer a campanha eleitoral. O resultado, no fundo, é de menor importância para os atores políticos. O que vale é o desgaste dos concorrentes, com a elaboração de munição para ser levada para os palanques e para a propaganda de campanha.

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