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24 de Junho de 2014 - 06:00

Acordos políticos apontam a fragilidade da legislação, permissiva ao extremo, em detrimento da ideologia

Por Tribuna

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Se parte dos milhares de estrangeiros que visitam o país para assistir aos jogos da Copa do Mundo tirasse alguns minutos para entender o processo eleitoral brasileiro chegaria à conclusão que se trata de coisa de louco. Não há outra explicação para acordos tão estranhos como os que foram fechados nos últimos dias, quando os partidos estão em pleno ciclo de convenções. Em São Paulo, o governador tucano Geraldo Alckmin indicou um vice do PSB, partido que também tem candidato à Presidência, o socialista Eduardo Campos, fazendo juras que vai apoiar seu colega Aécio Neves.

No Rio de Janeiro, o PMDB da base da presidente Dilma Rousseff fechou com o tucano Aécio Neves, enquanto o candidato do PT, Lindbergh Farias, vai apoiar o socialista Romário para o Senado. Já o democrata Cesar Maia vai disputar o mesmo posto com o apoio do governador Pezão, que é do PMDB. Essa salada mista valeu um comentário chulo, mas adequado, por parte do prefeito Eduardo Paes, que também já passou por vários partidos, classificando-a de "bacanal eleitoral".

Em Minas, para desnortear ainda mais o eleitor, o PSB de Eduardo Campos tinha dois pré-candidatos a governador: o deputado Júlio Delgado e o ambientalista Apolo Heringer. Com a desistência deste, o parlamentar juiz-forano ficou como nome único na convenção. Faltava só chutar para o gol vazio para homologação de seu nome. Para surpresa geral, o próprio levou o assunto para a Executiva, dando pistas de que ainda há espaços para um acordo com os tucanos.

Esta amostra ficou apenas nos três maiores colégios eleitorais, mas se reproduz em outras escalas pelo país afora por interesses diversos. Como entender isso?

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