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24 de Abril de 2014 - 06:00

Desistência da candidatura própria aproxima PT e PMDB, mas nas bases ainda há muito para ser articulado

Por Tribuna

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A decisão do senador Clésio Andrade de abortar sua pretensão ao Governo de Minas pacifica as demandas dos candidatos a deputado estadual e federal, que temiam ficar órfãos na campanha eleitoral, mas cria constrangimentos na base, a começar por Juiz de Fora, onde boa parte do PMDB embarcou no seu discurso de candidatura própria. O presidente do diretório municipal, Paulo Gutierrez, o coordenador regional, Orlandsmidt Riani, e o presidente da Câmara, vereador Julio Gasparette, foram signatários de manifestos formais apoiando a dissidência, preferindo o projeto de nome próprio. Ontem, antes de o anúncio ser feito, não receberam sequer um telefonema de Belo Horizonte informando a mudança de rumos. O prefeito Bruno Siqueira, amigo de Toninho Andrade, presidente do diretório estadual e articulador da aliança com o PT, manteve um silêncio estratégico nos últimos meses. Não terá desgaste.

O senador não surpreendeu algumas instâncias políticas que viam na sua ação mais um projeto para negociar do que para levar adiante. Ele estaria nadando contra a maré desde o primeiro momento, embalado por sinais tucanos que também sabia serem mais para melar as conversas com o PT do que uma proposta séria de aliança. O constrangimento fica apenas com os seus seguidores, muitos sendo obrigados, agora, a mudar o discurso. Em Juiz de Fora, como a legenda não lançou candidatos e nem firmou acordos, sobretudo para deputado federal, a situação deverá ser mais tranquila, inclusive pelo papel que a deputada Margarida Salomão vem desempenhando no seu mandato. Adversária de primeiro e segundo turno do prefeito Bruno Siqueira, não queimou navios e nem embarcou na oposição sistemática. Ao contrário, tem sido uma colaboradora ativa da Administração quando se trata de assuntos de interesse da cidade.

Para estadual é que a discussão pode ganhar novos contornos, pois tanto o prefeito quanto o presidente da Câmara, além de vários dirigentes, estão empenhados na eleição do vereador Isauro Calais, filiado ao PMN. O Partido dos Trabalhadores, que deve ser o aliado formal do PMDB, ainda não definiu seus nomes na cidade, mas a lista é encabeçada pelos vereadores Wanderson Castelar e Roberto Cupolillo, adversários formais da atual administração. Coisas da política.

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