Os dados apresentados pela Secretaria de Saúde sobre a proliferação do Aedes aegipty em Juiz de Fora são deveras preocupantes, uma vez que há a presença do mosquito por todos os lados. Basta uma pessoa infectada para a formação de epidemia. A municipalidade, e com justificada razão, está conclamando a população a fazer sua parte. Uma saída, neste período de volta das férias no litoral ou no interior, é denunciar casos de pessoas acometidas de dengue, a fim de se fazer o devido isolamento. As outras providências são de praxe, mas que acabam, como em outros episódios, esquecidas. Locais de proliferação do mosquito são encontrados em quase todos os bairros da cidade, fruto, também, da própria comunidade, que não se importa com o descarte do lixo ou com a formação de poças de água limpa, próprias para a proliferação.
A Prefeitura, ainda de acordo com a secretaria, vai retomar as ações de campo ostensivas no enfrentamento da doença. Faz bem, e talvez já deveria tê-lo feito há mais tempo, pois se trata de algo grave, mas com prazo marcado. Doenças sazonais só surpreendem em casos excepcionais ou quando as autoridades e a comunidade não lhes dão a devida importância. É comum no país deixar de lado situações sob controle. Alguém se lembra, por exemplo, das campanhas de enfrentamento à gripe suína? Bastou o número de casos cair a níveis controláveis para a população se despreocupar, e as autoridades esquecerem de tomar medidas de mobilização.
Desta vez, há tempo de agir, mas se trata de uma ação coletiva e rápida, na qual todos os formadores de opinião e multiplicadores são estratégicos para o sucesso do empreendimento. Depois de números expressivos em 2010, Juiz de Fora tirou nota dez no início do ano passado, quando os casos foram mínimos. É preciso repetir a dose, pois a dengue, enquanto não se encontram outros antídotos, é uma doença forjada pela própria leniência dos governos e coletiva.



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