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16 de Abril de 2014 - 06:00

A formalização da chapa socialista inaugura uma nova etapa do processo político na corrida pela Presidência da República

Por Tribuna

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Com um discurso forte, no qual não se pouparam críticas aos eventuais adversários, a dupla Eduardo Campos e Marina Silva deu a largada oficial ao processo sucessório. A formalização da aliança, tendo o ex-governador de Pernambuco como cabeça de chapa e a ex-ministra do Meio Ambiente como vice, aponta para a nova etapa do jogo eleitoral. A presidente Dilma Rousseff, em tese, já tem o seu vice, o atual Michel Temer, mas, como a relação com o PMDB é instável, nada garante que não possa haver mudanças, a despeito de ser improvável. O tucano Aécio Neves faz contas. Tenta reativar a política do café com leite, indicando um paulista para vice. O mais cotado é o serrista Aloysio Nunes.

Ainda faltam outras etapas, como a oficialização das candidaturas por meio das convenções, mas todos os principais atores políticos, mesmo com as restrições da legislação, já estão em campanha. No périplo que fazem pelos quadrantes nacionais, o discurso único é de angariar votos. O socialista Eduardo Campos inaugurou o mote do novo, lembrando que o Brasil não poderia ficar no debate entre o presente e o passado, numa clara alusão aos dois principais adversários: o PT, que está no Governo, e o PSDB, que o antecedeu.

Resta saber qual é a postura do eleitor. Salvo os mais envolvidos, a maioria, por enquanto, cuida de outras questões, a começar pelo fim do mês. Os índices inflacionários, ainda sob controle, segundo a presidente da República, já refletem nas compras. Ademais, antes das eleições, tem a Copa do Mundo. Eleição, portanto, só depois da segunda quinzena de julho, e até lá muita coisa pode ter mudado, sobretudo na política, na qual, segundo a máxima de Magalhães Pinto, as questões se movem como nuvens. A cada hora estão num lugar.

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