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22 de Janeiro de 2014 - 07:00

Mudanças nos primeiros escalões começam a ocorrer para atender aos pleitos dos aliados em véspera de campanha

Por Tribuna

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A presidente da República, Dilma Rousseff, embora vá fazer mudanças no seu ministério somente no mês que vem, ou em abril - quando começa o ciclo de desincompatibilizações -, já anunciou a transferência do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para a Casa Civil. Sinaliza a politização da pasta, a fim de ganhar mobilidade para andar pelo país afora pedindo votos pela reeleição. O ministro deve retomar o poder deixado por Antônio Palocci, dando à Casa Civil o papel estratégico na estrutura de poder.

Os demais postos serão mudados de acordo com as circunstâncias políticas. O PMDB, principal aliado do Governo, quer mais um ministério. Se depender da presidente, fica com o que tem, mas há indícios de que o ex-presidente Lula, que a visitou no início da semana, a tenha aconselhado a atender ao pleito, a fim de inibir na fonte a ação dos descontentes. Profissional por excelência, o PMDB está no Governo, mas ameaça fazer acordos pontuais nos estados.

Um deles é Minas Gerais, daí a pressa do ministro Fernando Pimentel - pré-candidato do PT ao Governo do estado - em consolidar a indicação do ministro Antônio Andrade para ser seu vice. O titular da Agricultura deve sair já nos próximos dias para reassumir a presidência do PMDB estadual. Com isso, conteria os dissidentes e ainda se cacifaria para o cargo.

Reformas estratégicas, no entanto, não se restringem à instância federal. O governador Antonio Anastasia, que antecipou sua saída do cargo, deve colocar todo o seu secretariado à disposição do vice, Alberto Pinto Coelho, para que esse faça mudanças necessárias na sua gestão, que vai até o dia 31 de dezembro.

Trata-se, no entanto, apenas de um gesto político, que na prática deve afetar apenas os secretários que, necessariamente, já iriam sair em razão de suas candidaturas. De qualquer modo, o gesto soa bem à opinião pública e ainda agrada o sucessor.

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