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18 de Janeiro de 2014 - 07:00

Gestos de violência ocorrem por simples questões, apontando para a necessidade de se ampliar as ações de desarmamento

Por Tribuna

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Por coincidência, as duas ocorrências foram registradas na última quinta-feira e, embora distintas, apontaram para um comportamento preocupante: o dedo leve. Trata-se da reação exagerada a simples confrontos, como uma garrafa de vodca - segundo o boletim de ocorrência - ou uma informação dada de forma enviesada. No primeiro caso, dois jovens, um deles policial, tiveram um entrevero numa casa de show por causa de uma garrafa de bebida. O desfecho foi um baleado, e o outro, preso. O outro, um cidadão por dizer que não conhecia determinada pessoa, teria desagradado ao que pediu uma informação. Inconformado, deu-lhe um tiro na perna. Neste caso, o autor ainda é desconhecido.

A retomada de ações de desarmamento é fundamental para a própria sociedade, pois, ante atores de estopim tão curto, qualquer um está correndo risco. Basta não concordar com uma simples disputa ou dar uma informação equivocada para ser agredido. Embora o país tenha optado por não retirar as armas de circulação, inclusive as legais, a legislação é clara ao advertir que posse ou porte sem autorização são crimes que podem levar à prisão. O acesso às armas continua sendo um problema a ser resolvido, a despeito das ações das polícias. O considerável número de homicídios em Juiz de Fora, que no ano passado chegou a 139 e que, este ano, tem uma perigosa média de um crime a cada dois dias, é fruto, também, da facilidade para se obterem tais artefatos.

Enquanto houver essa disseminação, serão ineficazes as demais medidas, pois os conflitos - sejam de qualquer dimensão - estão sendo definidos à bala, causando mortes ou ferimentos graves, cujas vítimas, em sua maioria, são adolescentes e jovens. Atira-se primeiro para, só depois, avaliarem-se as consequências.

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