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10 de Junho de 2014 - 06:00

Mobilidade urbana entrou na pauta das ruas e deve ser tema recorrente em protestos e nas campanhas políticas

Por Tribuna

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Na véspera da abertura da Copa do Mundo, dirigentes e líderes das estruturas de poder - em todas as instâncias - ainda não dimensionaram o papel das ruas nas possíveis manifestações contra a competição. Os primeiros movimentos indicam que o clima refluiu, como previam alguns, mas tudo é possível ante uma pauta tão crítica como a mobilidade urbana. Todos exigem padrão Fifa, criando uma metáfora tupiniquim para as exigências da federação, pois o povo clama por qualidade. Aliás, essa foi uma das principais viradas da classe média. Depois de ter chegado ao espaço de consumo, agora exige melhores condições. Como a Fifa.

Na rotina das cidades, milhões de brasileiros são transportados como sardinha, sobretudo nas grandes metrópoles, nas quais os investimentos sempre são insuficientes para a demanda recorrente. Com o crescimento da frota de automóveis, resultado dos benefícios fiscais para as montadoras e planos de financiamentos cada vez mais longos, a única saída é o transporte público, e este é um problema pelo país afora.

Cidade de porte médio, Juiz de Fora já vive a mesma situação, respeitadas as devidas proporções. O repórter Eduardo Valente viajou em 20 linhas de ônibus e conviveu com as dificuldades de passageiros que enfrentam ainda empurra-empurra e a falta de manutenção. O sistema depende de uma licitação, ora emperrada na burocracia do Tribunal de Contas do Estado. A partir dela, muita coisa deve mudar, como sugere a própria Municipalidade.

Na edição de domingo, a Tribuna apresentou um diagnóstico completo do sistema de transporte urbano de Juiz de Fora e, além do empurra-empurra, encontrou outros problemas que carecem de solução. É fato que há esforço, como a implantação de GPS para monitoramento dos veículos, mas ainda é pouco para anos sem ações nesse setor.

Hoje, mesmo estando à frente de várias regiões de seu porte, a cidade carece de investimentos, que, certamente, terão força quando ocorrer a concorrência entre as próprias empresas. Desde uma mudança, ainda na gestão Mello Reis, o cenário pouco se alterou. Chegou, portanto, a hora.

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