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15 de Março de 2014 - 06:00

Resultado do julgamento do mensalão é pedagógico, apontando para a necessidade de se fazerem mudanças

Por Tribuna

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Nove anos depois de sua instauração, o processo do mensalão chegou ao fim na última quinta-feira com o julgamento dos últimos recursos. No final das contas, dos 40 denunciados, 37 viraram réus, e 24 foram condenados. Apenas 13 foram absolvidos. Para muitos, talvez os menos afeitos ao mundo jurídico, ficou a frustração, sobretudo pelas últimas medidas do STF, que, com dois novos ministros, fez a revisão de algumas sentenças, como foi o caso do crime de formação de quadrilha, mas, a despeito de tudo, o resultado foi positivo.

O mensalão deve deixar um legado pedagógico para a política: para o Congresso, a advertência da necessidade de serem feitas mudanças, sobretudo no financiamento de campanha. Para os governos, a sinalização de que não se faz política com o dinheiro público, sobretudo para obter apoio nos legislativos. Como a História se encarrega de indicar se houve avanços e é feita pelos homens, cabe não só às ruas mas às lideranças aperfeiçoar as leis para que atos como esses não se repitam.

Há quem vá insistir na não existência do mensalão, mas quando a Suprema Corte define que sim, e que a todos os réus foi assegurado o amplo direito de defesa, não há o que se questionar. O olhar, no entanto, tem que se voltar para o futuro, sobretudo para os mandatos que serão inaugurados em 2015. O novo Congresso tem como dever de casa tomar as providências, sob o risco de, em não o fazendo, dar direito às novas manifestações de protesto contra as estruturas de poder, como ocorreu no ano passado e que, certamente, voltará a acontecer antes mesmo das eleições do próximo outubro.

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