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18 de Junho de 2014 - 06:00

Ano eleitoral é oportunidade única de se colocar em pauta metas da região, mas seus líderes também precisam fazer a sua parte

Por Tribuna

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No último domingo, a Tribuna apresentou um cenário econômico da Zona da Mata no qual fica explícito o baixo desenvolvimento da região em relação a outras de Minas. Os números, é fato, são de 2011, mas não houve mudanças substanciais que os pudessem considerar defasados. Na verdade, ainda há um longo caminho a trilhar, mas isso só vai acontecer com empenho coletivo, vontade política e pressão sobre as estruturas de poder, além, é claro, do devido discurso unificado dos políticos, a fim de ecoar com mais força. A Agenda Regional, realizada há cerca de três anos, tem sido referência para as únicas atitudes ainda em curso, mas nem todas estão saindo do papel. Na conclusão do ciclo de discussões, ficou acertado que cada deputado teria uma missão, mas nem todos prestaram contas do dever de casa.

Em recentes entrevistas à Tribuna, os candidatos ao Governo Fernando Pimentel e Pimenta da Veiga se disseram interessados em fazer investimentos. O petista, primeiro a ser ouvido, questionou a gestão tucana, que, no seu entendimento, virou as costas para a Zona da Mata. Já o tucano, que representa a continuidade da gestão do PSDB, se colocou às ordens para ampliar as ações oficiais. Nada, porém, garante que haverá mudanças substanciais se as lideranças regionais também não se apresentarem. É recorrente este jornal apontar a importância de se ampliar a lista de investimentos para o entorno de Juiz de Fora. Não basta colocar todos os ovos numa só cesta, pois, nesse caso, nada mudará.

Salvo cidades como Muriaé, Ubá e Cataguases, que, depois de Juiz de Fora, formam o núcleo com melhor desempenho econômico, os demais municípios vivem basicamente à base de repasses do Fundo de Participação. Não geram renda suficiente para a sua manutenção, que se reflete não só na qualidade de vida mas também na mão de obra. Por falta de perspectivas, os jovens migram para as metrópoles em busca de emprego, e os serviços são encontrados apenas na cidade-polo. Essa lógica tem que ser mudada. Implantar indústrias e gerar riquezas e trabalho nessas cidades são o dever de casa dos parlamentares e prefeitos, pois todos ganhariam. As cidades de Belo Horizonte e São Paulo, para ficar nesses exemplos, não têm indústrias, que foram instaladas em seu entorno, o que as torna centro de consumo permanente.

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