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10 de Abril de 2014 - 06:00

Torcedores e manifestantes estão em seu direito, cabe ao Estado garantir - com vigilância - o espaço de ambos

Por Tribuna

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Uma das preocupações do Governo em todas as instâncias (federal, estadual e municipal), a segurança na Copa do Mundo deve ser prioridade, uma vez que haverá grandes concentrações não apenas nos locais das competições mas também nas demais regiões tal a importância da competição. Ao contrário dos outros anos, porém, há o agravante das manifestações. Quando a Copa ocorre em outros países, a Seleção Brasileira forma um sentimento único de adesão. Em solo nacional, sobretudo por conta do dinheiro que foi gasto nos estádios, o time continua sendo unanimidade, mas a disputa em si, não.

O elevado custo das novas arenas e a não conclusão das obras de acessibilidade - bem abaixo das expectativas - criaram um sentimento de insatisfação que pode se reverberar nas ruas. Daí, a justificada preocupação das autoridades em antecipar para junho a instalação das câmeras de vigilância do programa "Olho vivo", cujo edital foi lançado no início da semana. Ele prevê a colocação de equipamentos em ruas de bairros como o Alto dos Passos, São Mateus, Santa Luzia, Santa Cruz e Benfica, além do Centro. Desta vez, por conta do evento, não podem ocorrer atrasos.

A Copa do Mundo provoca grandes concentrações, e, em havendo a mistura dos indignados com os torcedores, há o risco de confronto. As câmeras, que funcionarão 24 horas por dia, serão elemento estratégico na ação da polícia. Com ações preventivas, será possível assegurar a manifestação sem riscos de quem torce e de quem protesta, uma vez que ambos estão legitimados pelo direito de falar.

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