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11 de Dezembro de 2013 - 07:00

Projeto social para encaminhamento dos flanelinhas é estratégico para retirá-los das ruas sem risco da volta

Por Tribuna

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Tem razão o secretário de Governo, José Sóter Figueirôa, quando adverte que qualquer ação para tirar os flanelinhas das ruas será benéfica, desde que acompanhada de outras medidas, como a anunciada pela Prefeitura, a partir de janeiro do ano que vem, sob o viés social. Devidamente identificados e cadastrados, os guardadores terão novas opções, não sendo, pois, jogados ao relento após terem interrompida a carreira de donos das ruas. Ele não antecipou detalhes, mas revelou à Tribuna que está em fase final de elaboração um plano de intervenção para não permitir mais guardadores nas ruas.

A medida será bem-vinda, mas não pode mais ser protelada. Afinal, a cidade discute a situação dos flanelinhas há bastante tempo. Quando duas mulheres foram vítimas de estupro na saída de uma casa noturna na Cidade Alta, há cerca de cinco anos, a discussão não se pautou apenas na indignação. Várias lideranças, especialmente políticas, anunciaram a elaboração de projetos para tirar os guardadores das ruas. Um vereador propôs a adoção de uniforme, enquanto outros acentuavam a importância do cadastramento.

Agora, depois de tanto tempo, a Municipalidade retoma a discussão anunciando que o cadastramento está concluído e que está pronta para tomar atitudes formais. Uma delas, além do plano-piloto, será a implantação da Área Azul noturna na região do Alto dos Passos. Trata-se, é fato, de um passo adiante, que pode dar certo se acompanhado da intervenção social.

Se não houver tal complemento, as medidas repressivas em curso serão paliativas. Afinal, nem a polícia nem a fiscalização têm efetivo para ações permanentes.

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