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03 de Maio de 2014 - 06:00

O eleitor está atento aos números e se incomoda cada vez mais com o risco de volta da inflação

Por Tribuna

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Há um consenso entre os pré-candidatos em torno do tema a ser levado para os palanques: a economia. Embora seja possível falar de reformas estruturais de modo amplo, a questão central dos palanques será a inflação e o que pode ser feito para recuperar o poder de compra da população. A presidente Dilma, aproveitando o pronunciamento de 1º de maio, anunciou aumento no "Bolsa família" e correção da tabela do imposto de renda. O candidato Eduardo Campos anunciou a meta de inflação de 3% em 2019, quando, em tese, estaria começando um segundo mandato de presidente. O tucano Aécio Neves se disse amigo do agronegócio, num gesto ousado por se tratar de um setor estratégico para o país, mas politicamente rejeitado.

Quando a economia vai bem, as demais instituições também vão, daí a razão de se focar num tema que afeta a todos indistintamente: do grande empresário, que se vê às voltas com a queda no consumo, a cidadão comum, que a cada ida ao supermercado volta com a sacola cada vez mais vazia. Embora o país esteja longe da inflação de Sarney, quando as maquininhas de remarcação atuavam em tempo integral, é preciso ficar atento aos números. O eleitor, mesmo aquele ideologicamente comprometido, costuma olhar para o próprio umbigo, sobretudo quando sabe que está perdendo renda.

A cinco meses do pleito e com uma Copa do Mundo no meio, é hora de os pré-candidatos moldarem seus discursos para questões práticas, saindo do jogo do bate e leva que marca a atual fase da disputa. Em tal cenário, todos perdem.

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