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13 de Julho de 2014 - 06:00

Terminada a Copa, é hora de avaliar os pontos positivos e negativos de um evento que colocou o país ante o olhar do mundo

Por Tribuna

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A Copa do Mundo terminou, e é hora de se discutir seu legado dentro e fora de campo. Na última sexta-feira, embora admitisse que o time de Felipão pagou um vexame, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que o resultado foi positivo, pois o país quebrou todas as expectativas negativas criadas pela imprensa internacional e brasileira. Tem razão: os turistas vieram, fizeram a festa e puderam provar a hospitalidade brasileira, mesmo não sendo a mesma do homem cordial de Sérgio Buarque. Sobraram segurança e cambistas. Parodiando Carlos Drummond de Andrade, há, porém, espaço para se indagar: e agora, José? O jogo acabou, o Brasil não foi campeão, os "hermanos" têm essa chance, e nem todos os estádios - que custaram o olho da cara - vão cumprir a sua vocação de palcos do futebol. Mato Grosso e Amazonas construíram suas arenas pelo viés político, mas faltam clubes de expressão nacional que justificassem o empreendimento.

Como disse o maduro Neymar, é com os erros que se aprende. Por isso, é fundamental colocar em xeque a dita eficiência do futebol brasileiro, não apenas na sua tática ou técnica mas também na sua gestão. A Câmara Federal deve discutir na próxima terça-feira, na reunião do Colégio de Líderes dos Partidos, o projeto de Lei do Proforte - Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte -, cujo objetivo é moralizar a administração dos clubes. O texto não prevê anistia das dívidas e estabelece uma série de obrigações e regras de governança para os clubes que, se cumprirem todas elas, poderão aderir a um parcelamento dilatado, em até 256 anos, dos débitos com Imposto de Renda, INSS, Timemania, FGTS e Banco Central.

Trata-se de um avanço, pois, além de não dar vantagem aos dirigentes, que se tornaram os verdadeiros atores do futebol, exige mudanças de postura. Clubes de massa ou de pequeno porte estão envolvidos no mesmo pacote de dívida, enquanto são pagos salários irreais e realizados negócios por baixo dos panos, que passam longe de padrões éticos. Se há uma chance de mudanças, o momento é propício, sem necessidade, porém, de politizar a questão, como já ensaiam os candidatos.

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