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29 de Dezembro de 2013 - 07:00

Privatização da BR-040 entre Juiz de Fora e DF pode ser a redenção dos usuários que utilizam o crítico trecho até Belo Horizonte

Por Tribuna

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A privatização da BR-040, agora por inteiro, com o leilão do trecho entre Juiz de Fora e o Distrito Federal, traz um alento para os usuários desta que é uma das mais importantes rodovias do país. O percurso leiloado é estratégico para os juiz-foranos na sua ligação com Belo Horizonte e, hoje, um problema. Curvas acentuadas e falta de acostamento, entre outras questões, são rotina para quem cumpre as três horas e meia até a capital. Entre Conselheiro Lafaiete e o trevo que dá acesso a Ouro Preto a situação é mais crítica, por conta da convivência com os caminhões das mineradoras.

A Invepar, formada pela OAS e fundos de pensão estatais, venceu a concessão, com deságio de 61,13%. A empresa fez uma oferta com uma tarifa de R$ 3,22 para cada um dos 11 trechos, equidistantes em 78km. O valor do investimento ao longo do período de concessão será de R$ 6,6 bilhões, sendo que R$ 4,4 bilhões serão investidos nos primeiros cinco anos, quando serão duplicados 702 quilômetros de estradas. Além da duplicação, a companhia é responsável pela implantação de vias marginais, passarelas, entre outros serviços, como socorro mecânico, atendimento médico emergencial, instalação de Centro de Controle Operacional (CCO) e de postos de pesagem.

Em termos de obras, o prazo não é tão longo, especialmente por causa do que tem que ser feito. Além da pista, a concessionária se comprometeu a construir contornos em diversas cidades. Espera-se que a vizinha Santos Dumont seja contemplada, pois seus quatro viadutos em mão dupla e em curva são um risco permanente, já tendo registrado diversos acidentes com vítimas fatais, como foi o caso do ex-vereador Paulo Rogério dos Santos.

Chamar a iniciativa privada para ações até então eminentemente de Governo não é um problema, desde que haja controle. Vários empreendimentos só se consolidaram quando a responsabilidade foi repartida, como a Vale do Rio Doce - hoje uma das maiores do mundo - e o sistema de telefonia. O juiz-forano, se recorrer à memória, vai se lembrar do tempo em que levava quase cinco minutos para obter um sinal de telefone. Além disso, a linha era um grande negócio para poucos, que faziam da propriedade uma lucrativa caderneta de poupança.

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