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29 de Abril de 2014 - 06:00

Serviços bancários, mas também de outros setores, estão cada vez mais precários para o consumidor

Por Tribuna

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Na edição de domingo, a Tribuna apontou a situação de usuários que passam horas nas filas dos bancos a despeito de haver legislação estabelecendo prazo máximo de 15 minutos, salvo em vésperas de feriados ou em dias posteriores a longas paralisações. Tal prestação de serviço tornou-se recordista de reclamações nos serviços de proteção ao consumidor. Mesmo com multas arbitradas, nada mudou.

O argumento é de falta de mão de obra. Os bancos, já há algum tempo, vêm reduzindo o número de funcionários em favor da automação, mas esquecem demandas próprias de uso do caixa, que se tornaram um problema. O jornal atestou situações de quase duas horas de espera. Quem reclama na hora - e são poucos - e em alto tom ainda consegue reverter a situação, mas não é esse o papel de consumidor. No dia em que precisar gritar para ser atendido, e bem, haverá algo errado.

Várias ações já foram impetradas, mas pouco efeito tiveram graças aos recursos permanentes que deixam sentenças de mérito para o fim da fila. Quando consultados, os bancos dizem que estão fazendo sua parte, cumprindo metas da própria área econômica, enquanto sindicatos denunciam o esvaziamento das agências. No meio de tudo, o usuário se torna o mote da polêmica, mas não da solução.

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