Publicidade

17 de Dezembro de 2013 - 07:00

Programas partidários ficam fora da agenda dos partidos e dos políticos, que preferem outras táticas para seduzir o eleitor

Por Tribuna

Compartilhar
 

A menos de um ano para as próximas eleições, os temas recorrentes nas discussões, e que devem continuar no palanque, não envolvem ações de Governo sobre determinados temas. Por enquanto, os governistas enfatizam a necessidade de julgamento do mensalão mineiro e as denúncias de corrupção no sistema de transporte de São Paulo - ambos envolvendo o PSDB -, enquanto a oposição mantém acionada a tecla do mensalão, que ainda tem pontos para resolver, como os embargos infringentes.

Não há surpresa nesse processo, pois a tática de desconstrução do adversário é permanente no jogo político. As lideranças entendem que o eleitor, pouco afeito a programas partidários, joga suas emoções em cima de atitudes dos partidos ou dos candidatos. Por isso, o denuncismo tornou-se uma marca das campanhas eleitorais e até mesmo da fase que a antecede. Como agora.

O resultado, porém, é negativo para a própria sociedade, que sempre chega ao pleito sem um norte do que ainda virá. O país tem grandes desafios pela frente, a começar pelo enfrentamento de um novo ciclo econômico, não mais tão virtuoso como na última década. Os indicadores são preocupantes, mas tanto a atual gestão quanto os adversários pouco falam do assunto. Não por não tê-lo em sua agenda, mas por achar melhor cuidar da desqualificação do concorrente, que, ao olhar deles, sai muito mais em conta.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o Rio vai conseguir controlar a violência até a Copa do Mundo?