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23 de Fevereiro de 2014 - 06:00

Lideranças deixam a segurança em segundo plano, só assumindo o debate quando há casos de repercussão na opinião pública

Por Tribuna

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Embora a legislação eleitoral defina claramente os prazos para campanhas eleitorais, o que se vê nas ruas é a antecipação do debate sucessório, sem qualquer constrangimento dos atores políticos e sob silêncio da Justiça. Os lançamentos de candidaturas são permeados por discursos meramente eleitorais, nos quais só não se pede voto pela absoluta falta de necessidade: está implícito. Inaugurações de obras, por mais simples que sejam, são marcadas por gestos pirotécnicos, nos quais também só não se pede votos por não ser preciso.

O país, que passa por um ciclo de incertezas econômicas, tem priorizado a discussão eleitoral e esportiva em detrimento de demandas importantes. A começar pela segurança pública, que só entra na agenda das instâncias de poder quando ocorrem casos rumorosos. Afora isso, toca-se a agenda em torno da Copa do Mundo e do pleito de outubro.

Mesmo com o noticiário apontando para o considerável número de ocorrências, o debate vira e mexe sai de cena, à espera, diz-se, de soluções. A conferir. No caso de Juiz de Fora, duas instâncias de segurança mudaram de comando. Na última quinta-feira, a delegada Sheila Aparecida Pedrosa assumiu a delegacia regional da Polícia Civil. Ontem, o coronel José Geraldo de Lima tomou posse como novo comandante da 4ª Região da Polícia Militar. Ambos têm a missão de reduzir os preocupantes índices de homicídios, que estão se tornando rotina na cidade. Se há algum tempo havia uma média anual, estes mesmos números são registrados em um só mês. Em 2013, a cidade fechou o ano com 139 crimes consumados contra a vida. Algo inédito em sua história, mas que, pelo andar das ocorrências, pode ser superado este ano.

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