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27 de Dezembro de 2013 - 07:00

Partidos fecham o ano sem previsão do que virá em 2014, ano de eleições estratégicas para eles e para o país

Por Tribuna

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O ano de 2013 está terminando sob o signo de algumas incertezas importantes para o processo político de 2014. A despeito da popularidade, que faz dela nome certo para um eventual segundo turno das eleições de outubro, até a presidente Dilma tem cenários a serem definidos, a começar pelas alianças. A base governista, com exceção do Partido dos Trabalhadores, é inconsistente, pois joga de acordo com conveniências e com pesquisas. Se a presidente estiver bem - como tem ocorrido até agora -, não terá dificuldade em renovar o grupo. Caso contrário, terá que aumentar a proposta para negociação.

O discurso vale também para os pré-candidatos oposicionistas Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Terão que manobrar muito para aumentar seu cacife ao olhar do eleitor e dos demais partidos. E o primeiro passo é melhorar suas performances nas pesquisas. O senador mineiro ainda tem o inconveniente paulista. Mesmo com todos os esforços e padrinho forte, como o ex-presidente Fernando Henrique, tem apoio incerto do ex-governador José Serra e do próprio governador Geraldo Alckmin. Este, embora lhe tenha acompanhado nos palanques, negocia com o PSB de Eduardo Campos para aumentar suas possibilidades de reeleição. O que estaria dando em troca?

O próprio PMDB, especialmente de Minas Gerais, também tem incertezas pela frente. O mensalão mineiro, que tanto assusta os tucanos, sobretudo se entrar na pauta no meio do ano, em pleno período pré-eleitoral, pode desmontar o discurso peemedebista de candidatura própria ao Governo do estado. O nome cotado, senador Clésio Andrade, também é réu no mesmo processo. O simples envolvimento é um empecilho que dificilmente será contornado pelos aliados.

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