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28 de Março de 2014 - 06:00

Criar CPIs tem sido uma rotina nas instâncias políticas, embora os resultados nem sempre sejam eficazes

Por Tribuna

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Por infortúnio, a criação de comissões de inquérito nas instâncias políticas tem sido sinônimo de não solução. Quando se deseja jogar para debaixo do tapete algum tipo de investigação, cria-se uma CPI. Salvo as exceções, a regra tem sido confirmada. A própria Petrobras, ora sob investigação interna e com assinaturas suficientes no Senado para ser avaliada, já foi alvo de uma CPI. Em 2009, a oposição conseguiu assinaturas suficientes, mas não passou disso. Criada em 14 de junho, só fez uma reunião, em 6 de agosto, e depois não funcionou.

A estratégia do Governo é evitar até mesmo a instalação. A despeito de a oposição ter iniciado o dia de ontem comemorando o número de assinaturas - inclusive de senadores da base governista, a começar pelo mineiro Clésio Andrade -, ainda há tempo para "arrependimentos". Sob pressão dos partidos e das instâncias de poder, parlamentares podem rever suas posições. A conferir.

Com ou sem CPI, há um caso a ser investigado, e há também o jogo político. O senador Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), são atores interessados na abertura da comissão, pois expõe a presidente Dilma Rousseff, ora nas primeiras posições das pesquisas e com números que lhe garantem, hoje, vitória no primeiro turno, mesmo com a queda de sua popularidade, indicada ontem pelo Ibope. A investigação interna anunciada pela presidente da Petrobras, Graça Foster, é um passo para reduzir danos, mas será a Comissão Parlamentar de Inquérito a principal referência, mesmo se sabendo que o interesse dos dois lados é política.

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