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21 de Janeiro de 2014 - 07:00

Agendar para este ano um tema sem respaldo das ruas é chamar os manifestantes para as escadarias da Câmara

Por Tribuna

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Por mais consistentes que sejam os argumentos apresentados pelos vereadores - favoráveis, contra ou indecisos - na discussão sobre o aumento de número de cadeiras no Legislativo, passando de 19 para 23, é necessário avaliar o fator externo. As redes sociais, com grande antecedência, estão anunciando uma série de manifestações para a segunda metade do ano, começando pela Copa do Mundo e ganhando ênfase nas eleições de outubro. Se o Legislativo insistir numa pauta, aos olhares das ruas, extremamente negativa, estarão se colocando na linha de fogo dos manifestantes.

O argumento de não comprometer o orçamento e ampliar a representatividade popular é consistente, mas inoportuno. Embora não estejam na agenda direta das eleições, pois sua prestação de conta com o eleitor só vai ocorrer em 2016, os legisladores sabem de cor e salteado que o protesto irá afetá-los. Com uma pauta desta, vale o recado do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, quando se referia à repressão aos "rolezinhos": será jogar gasolina no fogo.

Além disso, não há sentido a pressa que alguns vereadores têm em discutir um assunto que pode voltar à pauta no ano que vem. Até então, a Câmara tem funcionado bem com 19 vereadores, não havendo perda de representatividade de alguns setores, como se argumenta. É necessário que se leve em conta, além disso, que, mesmo não havendo aumento direto no orçamento, a conta vai arrochar as ações dos demais, pois não serão apenas duas vagas. Com os novos edis, também chegam mais assessores e uma nova estrutura que demandará novos serviços.

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