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04 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Levantamento social dos flanelinhas é importante para separar quem é vítima do cenário social daqueles que dele se aproveitam

Por Tribuna

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Duas situações distintas com origens semelhantes: o drama social. Por conta disso, a situação dos flanelinhas e dos carroceiros deve ser discutida pelo caminho inverso. A sociedade, em vários momentos, quer ambos longe das ruas, mas somente com levantamentos, como os que foram desenvolvidos pela Secretaria de Ação Social, são capazes de ir à origem e buscar, pela reinserção, uma alternativa para esses atores que também são vítimas de um cenário de desigualdades. É a gente invisível que ocupa as ruas, só percebida quando provoca algum estorvo.

É fato que não se deve misturar joio com trigo, pois entre os flanelinhas, principalmente, há personagens com passado de crime e de vícios, mas é vital estabelecer as exceções. Os que andam à margem da lei devem ser enquadrados, os que são apenas flanelinhas ou carroceiros carecem de uma nova chance.

A recolocação desses personagens é vital para a própria sociedade, pois, em não havendo, cria-se o caminho da volta, como é recorrente: a polícia reprime e, dias depois, eles estão nos mesmos lugares, pressionando motoristas a pagarem por um serviço - segurança - que não prestam. Em algumas situações, mais do que pedido, partem para a coação, sob a ameaça de danos ao veículo. O Alto dos Passos é a face mais visível, mas outras regiões da cidade, de acordo com o levantamento, também vivem a mesma situação.

Não são soluções simples, mas é necessário avançar na discussão, para garantir que o cidadão que paga regularmente seus impostos não seja refém desses guardadores ilegais. Ao mesmo, é vital dar-lhes um outro caminho, até para evitar o discurso de não terem tido oportunidade.

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