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30 de Maio de 2014 - 06:00

Ação coletiva de lideranças políticas e empresariais é fundamental para jogar luzes nesse impasse econômico

Por Tribuna

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Desde a sua implantação, ainda na gestão tucana do prefeito Custódio Mattos, a Mercedes vem acumulando preocupações para Juiz de Fora. A despeito de sua importância econômica e da sua capacidade de arrecadação para o município, ainda tem um futuro incerto, pois suas ações nem sempre combinam com a situação do país. Já na sua gênese, quando lançou o Classe A, que seria um alemão de alcance popular, foi surpreendida pela desvalorização do real. Num cenário de paridade um por um, o carro, de fato, poderia ser adquirido pela classe média. Com a mudança, deu no que deu.

Várias tentativas de utilização plena do parque industrial, talvez o mais moderno do grupo, foram feitas, com produção de veículos para exportação, inclusive para os EUA, utilitários e, agora, de caminhões. Mesmo assim, ocorreram demissões, que podem até ser justificadas pelo novo cenário econômico, mas que geram apreensão por haver o risco de não ser as últimas.

Dito isto, é fundamental apostar na ação conjunta das lideranças políticas. O gesto da deputada Margarida Salomão (PT) de procurar seus colegas Marcus Pestana (PSDB) e Júlio Delgado (PSB) é importante, uma vez que sinaliza para uma preocupação acima dos partidos. Com domicílio eleitoral em Juiz de Fora, devem, de fato, se envolver na questão, mesmo se sabendo que há componentes nacionais em jogo.

Os parlamentares, no entanto, não devem ser os únicos. A Prefeitura e os setores empresariais também precisam se manifestar não apenas por discurso mas por medidas práticas, como saber da empresa o que está ocorrendo e o que pode ser avaliado nas instâncias de poder. Afinal, a concorrente é a poderosa cidade de São Bernardo de Luiz Marinho, coração do sindicalismo brasileiro, residência do ex-presidente Lula e estratégica até mesmo para o tucano Geraldo Alckmin, que tenta a reeleição.

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