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21 de Junho de 2014 - 06:00

As ações pessimistas estão sendo substituídas pelo sentimento de que vai tudo bem

Por Tribuna

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O discurso contra a Copa não pegou, e as manifestações são cada vez mais escassas, embora ainda se mantenha a intolerância, como ocorreu na noite de quinta-feira, em São Paulo. Alguns poucos insistem em depredar espaços públicos e privados, devendo, pois, prestar conta pelo seu vandalismo. A competição vai muito bem, obrigado, e os jogos, cada vez melhores, num espetáculo de gols e "zebras" há muito tempo não visto. A nota destoante ocorreu no palco da final, por conta de ensandecidos chilenos que quebraram todas as regras - e móveis - para ver a vitória inesperada sobre a Espanha, no Maracanã, mandando mais cedo para a casa os atuais campeões do mundo. Os invasores também devem voltar para seu país, de moto próprio ou deportados.

Ainda há um longo caminho pela frente, mas do campo se tiram lições para o dia a dia, como a disciplina alemã, a raça uruguaia e a alegria costarriquenha, sobretudo num ano de grandes desafios. Será preciso ter disciplina para levar a eleição a bom termo e dentro de princípios democráticos; é fundamental a raça que leva à persistência pelos objetivos que podem ser obtidos nas urnas. Ao mesmo tempo, é fundamental alegria, a fim de enfatizar que eleição não é guerra, embora haja os que aguçam o discurso e levam o debate para um perigoso maniqueísmo.

O país que sairá da copa pode ser outro, a começar pelo sentimento do dever cumprido, apesar de todo o pessimismo de dar tudo errado. Este mesmo país, no entanto, terá a missão de dar continuidade às obras de mobilidade, e que não são poucas, e fazer das arenas um legado para o esporte, e não elefantes brancos, que consumiram milhões de recursos.

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