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25 de Abril de 2014 - 06:00

Políticos usam de todos os meios para causar desgaste no adversário, antecipando o que pode ocorrer na campanha

Por Tribuna

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A ideia da base governista de apensar outros temas à CPI da Petrobras - rejeitada pela ministra Rosa Weber, mas sujeita a discussão em plenário - era uma articulação para impedir o avanço da oposição num tema que se tornou penoso para o Governo após a divulgação do mau negócio com a compra da refinaria de Pasadena. Mas a oposição também não apresenta interesse em saber o tamanho do prejuízo, fazendo da investigação uma peça de palanque, apropriada para desgastar a presidente Dilma Rousseff, então presidente do conselho que autorizou a compra.

Embutir penduricalhos em projetos ou investigações não é novidade no Congresso. As medidas provisórias são um canteiro de propostas, que, na maioria das vezes, não têm nada em comum com a iniciativa, mas sendo espaço para aprovação de matérias que causariam incômodos ante a opinião pública. A decisão da ministra foi uma tentativa judicial de colocar as coisas no seu devido lugar, sem prejuízo, porém, de outras investigações em novas comissões de inquérito, a começar pelo escândalo do Metrô de São Paulo, que o Governo estadual tucano impediu de ser avaliado pela Assembleia Legislativa.

O eleitor que se prepare. Até outubro, certamente outras matérias virão à tona, ora a favor, ora contra, dependendo dos atores envolvidos. O grave é a ausência da questão essencial: uma discussão séria do país. Tanto a atual gestão quanto os pretendentes a substitui-la deveriam estar preocupados com demandas importantes para a sociedade, a começar pela inflação, que dá os primeiros ensaios, mas que nem Governo nem oposição sinalizaram como combatê-la.

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