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11 de Fevereiro de 2014 - 07:00

Embates entre autoridades fragilizam as instituições e levam incertezas às ruas

Por Tribuna

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Em democracias mais sólidas, juízes só falam nos autos, e autoridades só criticam os juízes também dentro dos autos. O que ora ocorre no Brasil, no entanto, passa pelo caminho inverso. O ministro Gilmar Mendes, comentando as doações para os réus do mensalão, suspeitou de lavagem de dinheiro. Tem o direito de achar, mas deveria, ao falar sobre o tema, dizê-lo dentro de um possível pedido de investigação, e não para a imprensa. Já o ex-presidente Lula, pela força do cargo, quando critica os magistrados, fragiliza o Judiciário e, por consequência, um dos poderes do país.

Nessa inversão de valores, quem perde são as instituições e a própria sociedade. Não é de hoje que alguns atores estão fora de seus papéis, indo além da conta em suas posições. Esquecem-se do velho dito popular sobre a importância do silêncio. A impressão que passam é de um jogo de egos, não se contentando em manter a boca fechada. Nos últimos anos, foram muitos os representantes do Judiciário e do Ministério Público que foram além da conta, assim como os políticos que, ao discordarem de sentenças, em vez do recurso, preferiram a ofensa.

No andar de baixo, esse jogo não é jogado, mas quando os poderes começam a ser colocados em xeque, o reflexo é imediato no dia a dia das ruas, como ora acontece com a população, que por descrença nesses mesmos poderes, se mobiliza no sentido de fazer justiça com as próprias mãos.

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