Os dados estatísticos tornaram-se referência para o dia a dia das pessoas, que acabaram incorporando-os como uma rotina. Mas é possível considerar que a sua utilização incomoda, preocupa e pode até virar referência para ações políticas. Tanto no cenário nacional quanto no estado, a divulgação de número tem sido motivo de polêmica. Desde o final do ano passado, o Governo federal vem travando uma queda de braço com as concessionárias de energia elétrica para reduzir o valor das tarifas. Ganhou, mas o Tesouro Nacional deve gastar cerca de R$ 8,5 bilhões para bancar a conta.
A oposição, verbalizada pelo senador tucano Aécio Neves, acha que, por trás da redução, há um jogo eleitoral de reeleição e denunciou o fato ao dizer que a presidente usa da rede nacional de rádio e televisão para fazer propaganda, já pensando no segundo mandato. O PT diz que os tucanos vestiram apenas a carapuça. E assim fica o jogo de palavras.
Na instância estadual, a Secretaria de Estado de Defesa Social divulgou os números da violência. E Juiz de Fora não ficou bem na fita. Em termos percentuais, o índice de 51% supera o de Belo Horizonte e as outras três maiores cidades mineiras. Os agentes públicos entendem que a violência cresceu por conta do tráfico de drogas, que hoje compromete famílias até então infensas ao uso de drogas. Na cidade, porém, há uma particularidade: os jovens, nos últimos dois anos, partiram para um insano enfrentamento, sendo eles os autores e as vítimas da maior parte dos crimes contra a vida.
Independentemente dos números, a opinião pública fica à mercê desses próprios dados, já que não há como fugir deles.



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