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17 de Março de 2013 - 07:00

Inserção de verbas para Juiz de Fora no orçamento da União foi um avanço, mas a liberação dependerá de novos esforços

Por Tribuna

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O orçamento, como dizem os próprios políticos, é uma peça de ficção, pois, a despeito de contemplar receitas e despesas, fica mais no campo das hipóteses do que no da realização. Por isso, embora seja possível comemorar o aumento do repasse para Juiz de Fora para obras viárias, saindo de R$ 15 milhões para R$ 55 milhões, ainda há um longo trecho a ser percorrido, menos em função da espera pela sanção do texto pela presidente Dilma, que deve ocorrer nas próximas horas, e sim pela burocracia que rege a liberação dos recursos. Entre aprovar e mandar o dinheiro, os governos - as demais instâncias adotam a mesma prática - fazem avaliações, inclusive políticas, sobre a premência do repasse. Além disso, num cenário de contingenciamento, a definição de prioridades costuma tirar da fila projetos que demandam longo prazo de execução.

A mudança no sistema viário de Juiz de Fora é prioridade, mas mais sob o olhar local do que o da burocracia de Brasília, que age sob uma lógica distinta. Parafraseando um velho ditado, aos aliados, o repasse; aos adversários, a lei. Desta forma, o trânsito do prefeito Bruno Siqueira e os apelos dos parlamentares com domicílio eleitoral em Juiz de Fora terão pesos distintos, embora todos sejam importantes. O ano é neutro em termos de eleição, mas, como o debate sucessório já está nas ruas, por iniciativa dos próprios atores políticos, haverá pesos e medidas diferentes que podem influenciar na questão. O PMDB comanda a Prefeitura de Juiz de Fora, o que, em princípio, é um avanço, mas tudo dependerá de como a matéria será conduzida nos bastidores.

A manutenção do ministro Paulo Passos à frente do Ministério dos Transportes, como quer a presidente, mesmo sob pressão dos aliados, pode ser um dado importante. Ele conhece de perto as demandas de Juiz de Fora e já foi até contemplado com a Comenda Halfeld na Gestão Custódio Mattos. Em tempos mais recentes, já recebeu interlocutores locais e conhece o prefeito Bruno Siqueira. Mas é preciso fazer política para definição das datas. A cidade tem pressa.

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