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08 de Janeiro de 2013 - 07:00

Implantação de programas especiais é fundamental na série de eventos necessários para combater a violência

Por Tribuna

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Cem pessoas mortas no período de um ano, como Juiz de Fora registrou na manhã do último sábado, já é um número expressivo até para grandes metrópoles, mas, em se tratando de uma cidade de porte médio, é extremamente grave, pois aponta para a necessidade de ações imediatas a fim de reverter esse ciclo. Nunca o município teve dados tão perversos, a maioria deles fruto de ações sem sentido, numa clara demonstração de banalização da vida. A vítima mais recente não tinha qualquer histórico que levasse a ser alvo de um homicídio, mas seu nome entrou para as estatísticas, como tantos outros, especialmente jovens, que viram suas vidas ceifadas ainda no início de uma jornada.

O governo de Minas reluta em adotar o programa "Fica vivo", que tem um viés exclusivo de combate aos homicídios, sob o argumento de não haver números suficientes para justificá-lo, mas o simples fato de uma centena de pessoas ter sido morta, sob diversas circunstâncias, deveria servir de motivação para a Secretaria de Defesa Social rever os seus conceitos.

Implantar o programa não quer dizer solução definitiva, sobretudo pelo fato de à Polícia não estar sendo imputada a responsabilidade direta por tantos crimes. A maioria deles teve motivação clara no confronto de gangues, e outros tantos ocorreram sem uma causa provável. Mesmo assim, cabe ao Estado agir para garantir à comunidade, pelo menos, a percepção de segurança. O "Olho vivo", projeto de implantação de câmeras em áreas comerciais, é um grande avanço, fruto de convênio entre a Sedes e a Prefeitura, mas é preciso ir além, a fim de garantir que 2013 não seja um ano como o que passou.

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