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23 de Abril de 2014 - 06:00

Excesso de velocidade aponta para a necessidade de se retomar campanhas educativas, apontando para os riscos nas estradas

Por Tribuna

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Quando 5.040 veículos são flagrados em excesso de velocidade, num trecho de cerca de 400 quilômetros - entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte -, há um claro indício de falha nas campanhas de combate à violência no trânsito. A BR-040, a despeito de suas áreas de risco, sobretudo entre Juiz de Fora e a capital mineira, tem sido palco de abusos de toda sorte. Na operação da Semana Santa, a Polícia Rodoviária Federal, por meio de radares móveis, apontou um volume acima da média, mas há outros pontos a serem considerados, como o uso de bebida alcoólica ao dirigir.

Tais dados, de uma certa forma, justificam os números que fazem de Minas recordista em mortes nas estradas. Além de ter a maior malha rodoviária, o estado combina a velocidade com a precariedade de suas vias. As duas BRs (040 e 267) que cortam Juiz de Fora são exemplo da inação oficial, sobretudo no trecho recentemente privatizado até a capital do estado. A empresa que venceu a concorrência já anunciou obras imediatas entre Conselheiro Lafaiete e o trevo de acesso a Ouro Preto, por entender os riscos em questão.

No entanto, além das reformas, os dados apresentados ontem pela Tribuna são emblemáticos, pois indicam a necessidade de multas e esclarecimentos. O Governo deve retomar campanhas educativas sobre o uso correto dos veículos, a fim de reduzir as estatísticas. Com carros cada vez mais velozes, os motoristas vivem a síndrome de pilotos, considerando-se donos das estradas, sem medir os riscos de sua inconsequência.

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