Na pesquisa Ibope contratada pela Tribuna de Minas e pela TV Integração, publicada na edição de sexta-feira, dois temas se sobressaíram na lista de preocupações dos entrevistados: saúde e segurança pública, sendo acompanhados por educação e transporte coletivo. Não há surpresa, pois em todos os levantamentos, os dois primeiros, sobretudo, são recorrentes. Os próprios candidatos conhecem esse cenário específico das cidades de grande e médio porte, nas quais os investimentos nunca são suficientes para conter as preocupações, já que a demanda é intensa e permanente.
Tanto nos debates quanto nas entrevistas, os candidatos terão esses dois cenários como ponto de preocupação, mas é necessário que apresentem propostas factíveis, fugindo do discurso raso de tudo ser possível. É comum apresentarem soluções que ficam no papel pela própria impossibilidade de ser executadas, mas assim é a campanha. Não há fórmula mágica, a não ser a intensificação de políticas públicas que, no caso da saúde, realcem a importância da assistência primária e da prevenção.
Prevenção, aliás, é a palavra também adequada para a segurança. As autoridades públicas comemoram a redução de índices, mas nem isso impede que sejam ampliados os programas de antecipação ao crime. Não são poucos, é necessário reconhecer, mas ainda faltam outros que cabem perfeitamente no perfil de Juiz de Fora. A cidade, por exemplo, vive uma endemia de jovens se matando, causando danos irreversíveis às famílias das vítimas e dos autores, induzindo, pois, a uma ação especial nesse segmento.
Além disso, é necessário insistir na adoção do principal projeto de segurança do Estado - o Fica Vivo -, por trazer junto investimentos para instalação de câmeras nas áreas consideradas críticas pela própria polícia.



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