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09 de Julho de 2014 - 06:00

Venda de ingressos clandestinos deixou de ser um negócio do cambista de rua para tornar-se uma ação profissional

Por Tribuna

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Já na Copa das Confederações, no ano passado, o perfil das arquibancadas dos estádios brasileiros mudou. Aquela gente bronzeada deu lugar a um outro público, tudo por conta do valor dos ingressos, que subiu de patamar. Assistir a um jogo dentro de uma "arena" não é mais para qualquer um. Restam os bares e as ruas, como é possível ver nessa Copa do Mundo, ora na reta final. Ademais, comprar um ingresso, além do valor bem além dos padrões nacionais, tornou-se também um exercício de paciência e sorte, pois nem sempre plantões por madrugadas afora foram suficientes para adquiri-los pela internet.

Na última segunda-feira, o britânico Raymond Whelan, de 64 anos, suspeito de comandar uma quadrilha internacional de cambistas que vendia ingressos para a Copa, foi preso no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Ele é diretor-executivo da Match Services, empresa que recebeu da Fifa a exclusividade da venda de ingressos. Além dele, um argelino está preso desde a semana passada pela mesma acusação. Obviamente, ele negou o crime, mas os indícios são fortes, restando, agora, a produção de provas.

Não é de hoje que há suspeita de mercado paralelo na comercialização de ingressos. A surpresa é que não são cambistas comuns, do tipo que ficam à porta dos estádios vendendo seu produto. Além de mais sofisticada, a ação envolve pesos pesados do mercado esportivo e até filhos de dirigentes de entidades ligadas ao futebol. Coisa de profissional. A Fifa, que tantas exigências fez ao Brasil, repassando ao mundo a imagem de um país desorganizado, agora se vê diante de um escândalo em que os protagonistas, além de serem estrangeiros, estão próximos de seu quintal.

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