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10 de Junho de 2014 - 06:00

Prefeitos deixam definição para última hora, preferindo esperar a consolidação das campanhas eleitorais

Por Tribuna

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O início do ciclo de convenções marca oficialmente o começo da campanha eleitoral, mas não necessariamente a sua chegada às ruas. A prioridade hoje é a Copa do Mundo, a ser aberta amanhã, às 17h, no Itaquerão, em São Paulo, com a Seleção Brasileira enfrentando a equipe da Croácia. Os candidatos podem até tirar algum proveito, mas estarão em segundo plano enquanto o time de Luiz Felipe Scolari estiver em campo, o que se espera que vá até o dia 13 de julho, quando termina a competição, com a decisão no Maracanã. Pela prerrogativa do cargo, a presidente Dilma Rousseff terá direito a fazer até discurso na solenidade, mas é pouco provável que se enverede pela via política, preferindo confirmar a importância dos investimentos que ficarão como legado da competição. Pode até dar alguma estocada nos adversários, mas não fará deles o centro de seu pronunciamento.

Tanto governistas quanto os representantes da oposição sabem que a cabeça do eleitor, salvo as exceções, ainda não entrou na disputa presidencial e, muito menos, nos debates estaduais. A confirmação desse status está nas pesquisas eleitorais, nas quais o número de indecisos ainda é expressivo. Em contraposição a levantamentos recentes, a faixa dos que ainda não sabem em quem votar continua inerte. Mas não se trata de veto aos políticos, sendo apenas a influência da ocasião.

Nas convenções mineiras, o olhar se volta para as composições estaduais, que nem sempre refletem o que pensam os diretórios nacionais. O caso mais emblemático envolve o PMDB. Enquanto na executiva a proposta majoritária é apoiar a reeleição da presidente, nos estados, ainda há focos de resistência, sobretudo em colégios importantes, como Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os mineiros ainda não bateram o martelo, mas devem apoiar o petista Fernando Pimentel. O risco está nas prefeituras, cujos titulares dependem diretamente do cofre estadual. Os prefeitos, como é o caso do de Juiz de Fora, vão esticar a corda ao máximo, a fim de serem atendidos por Brasília e Belo Horizonte, num momento em que seu voto tornou-se importante moeda de troca.

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