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21 de Fevereiro de 2014 - 04:00

Campanha em Minas tem todos os ingredientes para ser uma guerra de denúncias

Por Tribuna

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A renúncia do senador Eduardo Azeredo, definida na última quarta-feira, não encerra a discussão em torno do mensalão. Sendo ele ou não réu no Supremo Tribunal Federal, a questão tem um encontro marcado com os debates que serão realizados ao curso da campanha. Afinal, quem acredita que tema tão polêmico saia de cena tão facilmente? Além do mais, a recíproca será verdadeira. Os tucanos não irão tirar da mesa o mensalão, que levou parte da cúpula petista para a cadeia. Será um toma lá dá cá.

O lado perverso desse enredo é que, no caso de Minas, nem mesmo legendas como o PMDB estarão habilitadas a colocar tucanos e petistas na parede. O senador Clésio Andrade, quando ocorreu o imbróglio, era vice-governador na gestão de Azeredo, entre 1994 e 1998. É, portanto, como o parlamentar que renunciou, réu na ação que tramita no STF.

Como se vê, pelo menos em território mineiro, há o risco de a discussão sair do foco e se prender a questões menores sobre quem é o culpado disso ou daquilo, num momento em que o estado, como o país, passa por uma fase de transição econômica, precisando definir melhor suas metas, a fim de sair desse cenário de incertezas.

Por enquanto, as lideranças tentam traçar diferenças entre os dois casos, sob o entendimento de que, no mineiro, foi uma ação focada em poucos atores, enquanto no caso nacional, a articulação envolveu vários personagens. No entanto, como o publicitário Marcos Valério está envolvido nos dois processos, semelhantes ou não, os dois mensalões estarão na agenda do eleitor, cabendo a este aceitar ou rejeitar os argumentos dos candidatos, sobretudo por terem um ponto comum: ultrapassaram os limites da lei e da ética.

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