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19 de Janeiro de 2014 - 07:00

Manifestações de rua serão rotina nesses novos tempos, pois trata-se do desdobramento do intenso debate virtual

Por Tribuna

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Antes mesmo das manifestações previstas para o período da Copa do Mundo e as eleições de outubro, há um fenômeno novo no ar: os "rolezinhos", experiência de jovens paulistas em trânsito pelos shopping centers, que tende a se espalhar pelo país afora. São ações distintas dos atos do ano passado, quando o povo foi às ruas, pois, em princípio, não há tendência para a violência. No entanto, como disse o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, tudo vai depender de como serão tratados. Reagir com violência seria jogar gasolina no fogo, advertiu. E há razão, uma vez que, por enquanto, não há histórico de vandalismo nessas manifestações. Sem lideranças formais e sem bandeiras, os jovens seguem apenas a onda gerada nas redes sociais de se mostrarem em espaços considerados de consumo público, mas que ainda viram a cara para determinadas pessoas.

Como toda ação gera reação, os seguranças e demais agentes de Estado - incluindo a polícia - devem ficar atentos ao comportamento de alguns, que pode ser considerado como gesto de todos. Como o covarde sempre se revela na multidão, é possível que ocorram desvios de comportamento, como pequenos furtos e até depredações. Distinguir os autores é fundamental, a fim de retirá-los do grupo. Reprimir geral seria cumprir a profecia do ministro.

Com o advento das redes sociais, as relações entre os grupos mudaram. Vive-se um novo momento, com reverberações, nas ruas, de discussões até então restritas ao espaço virtual. Lidar com esse novo ciclo é um desafio coletivo. Afinal, trata-se de um cenário dialético, em que há uma clara oposição ao status quo. O que virá dessa antítese ninguém sabe, mas as mesmas entidades que foram surpreendidas no ano passado devem aproveitar as lições que tiraram dos eventos. Desta vez, porém, não há espaço para repetir os erros.

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