Publicidade

29 de Maio de 2014 - 06:00

Política de segurança dos governos federal e estaduais precisa de nova avaliação, como atestam os próprios números

Por Tribuna

Compartilhar
 

Dados do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, apresentados na última terça-feira, apontam que a taxa de homicídios é crescente no país. Indicam também uma tendência de aumento no número de vítimas fatais em acidentes de transportes. Para alguns analistas, como Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, as políticas para redução das mortes não tiveram o efeito esperado no longo prazo.

De fato, os números falam por si, indicando, ainda, que novas medidas devem ser tomadas, pois criou-se um cenário em que a violência e a própria percepção - que influenciam no modo de agir da população - são fatos visíveis no dia a dia. Há uma generalizada mudança de hábito, fruto de uma exclusão às avessas que ocorre, sobretudo, nas metrópoles. O sociólogo, no entanto, não tem uma fórmula pronta para resolver o problema, embora insista em investimentos no setor.

A segurança pública, no olhar das ruas, tornou-se prioridade. Nos recentes levantamentos, que, certamente, vão orientar o discurso dos candidatos a presidente e governadores, ela lidera a preocupação dos entrevistados, superando, inclusive, a saúde, que sempre foi uma demanda no topo das pesquisas. Embora algumas regiões, como o Sul de Minas, comemorem a redução de homicídios, trata-se, parodiando o ministro Luiz Roberto Barroso, do STF, de um ponto fora da curva.

O mesmo se diz dos acidentes. Com carros cada vez mais velozes e estradas cada vez mais problemáticas, criou-se uma perigosa combinação, em que a imprudência tornou-se referência para aumentar, ainda mais, o lado perverso das estatísticas.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você escolhe seu candidato através de: