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12 de Maio de 2014 - 08:51

Manifestantes voltam às ruas, mas, desta vez, sem a imagem de rebeldes sem causa de 2013

Por Tribuna

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A um mês para a abertura da Copa do Mundo, o país voltou a ter uma onda de protestos relacionados direta ou indiretamente à competição. Trata-se, porém, de eventos com um novo perfil não só no modo como estão sendo levados em curso mas também pelo envolvimento, desta vez, de movimentos sociais e sindicatos. Há pautas pontuais, como as dos sem-teto, que abordaram a presidente da República na visita ao Itaquerão - palco de abertura da Copa -, mas também ações em que ruas foram fechadas em protesto contra os gastos excessivos do maior evento do futebol, desta vez no Brasil.

Por enquanto, não são protestos de rebeldes sem causa, como os do ano passado, quando temas difusos foram a justificativa das mobilizações. O simples protesto contra a Copa já é uma agenda. Por enquanto, os black blocs não apareceram, o que garantiu uma certa ordem, uma vez que não ocorreram depredações de espaços públicos e privados.

É cedo para comemorar, pois as redes sociais, com sua capacidade de mobilização instantânea, estão apenas ensaiando para as manifestações de junho e julho, mas é possível considerar que não haverá o mesmo clima dos militantes de 2013. O país tem demandas em demasia - a começar pelo ensaio inflacionário -, o que pode setorizar as ações. Cabe às instâncias de poder se prepararem para tais eventos, pois, em muitos deles, em vez do cassetete, a solução pode ser encontrada no diálogo.

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