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13 de Abril de 2014 - 06:00

A falta de estrutura familiar está levando a comportamentos éticos e morais comprometidos

Por Tribuna

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Embora o IPEA tenha feito mea-culpa do erro crasso na pesquisa em que apontou a maioria dos brasileiros como defensores de ataques a mulheres desnudas, os números remanescentes - 26% - ainda são preocupantes, pois indicam que pelo menos um quarto da população ostenta uma postura machista, justificando atos que deveriam ser questionados na sua gênese. Na última quinta-feira, de acordo com o noticiário policial divulgado pela Tribuna, uma menina de apenas 8 anos foi abusada por quatro garotos de idades de 9 a 14 anos quando voltava da escola.

O caso, que deveria causar indignação coletiva, ocorreu por volta de 11 horas da manhã na Zona Sudeste de Juiz de Fora. A menina, no relato a uma enfermeira que a atendeu, disse que foi abordada pelo grupo, sendo obrigada a ir até um campo de futebol do bairro, sob ameaça de ser jogada de uma pedreira caso se negasse. Mesmo não havendo conjunção carnal, foi um atentado a vulnerável que não pode ficar no silêncio da população, por indicar, mais do que um comportamento condenável de também garotos, o modo como o sexo tornou-se banal, puro instinto que começa ainda na fase da puberdade.

Assim como tantas outras mazelas, há um claro sinal de falha na educação inicial, aquela que deveria ser implementada pela família. Lares desestruturados levam a filhos com comportamento idêntico. São pessoas frágeis que desconhecem limites éticos ou morais, tornando-se presa fácil para a tentação do sexo fácil exposto, sobretudo na TV, ou do apelo lúdico das ruas, especialmente do tráfico ou das gangues, nas quais, integradas ao grupo, as pessoas se mostram por inteiras. É necessário destacar que lar desestruturado não significa, necessariamente, pobre, pois o que se vê, hoje, é uma socialização da violência, que não se insere apenas em uma classe. A pesquisa do IPEA teve alcance nacional, apontando que os novos tempos precisam ser revistos em todos os meios. Caso contrário, os próximos números podem chegar aos 65%, hoje considerados um erro.

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