Publicidade

18 de Março de 2014 - 06:00

Juiz de Fora corre o risco de repetir as estatísticas de 2013, quando o número de homicídios chegou a 139

Por Tribuna

Compartilhar
 

Em menos de cinco horas, a cidade registrou quatro homicídios, sendo que outra vítima encontra-se em estado grave, após fingir-se de morta para evitar a conclusão da execução. E, ontem, mais um crime foi consumado. Juiz de Fora caminha a passos largos para superar a marca de 139 ocorrências de 2013, sem que o Governo estadual - sobretudo a Secretaria de Defesa Social - se convença da importância de adoção do programa "Fica vivo", já instalado em regiões críticas de diversos municípios mineiros, próprio para o enfrentamento de homicídios.

A instalação das câmeras de vigilância, marcada para este primeiro semestre, ainda é um processo incerto, podendo sofrer novo adiamento. Em ocorrendo, não haverá surpresa, pois o projeto tem passado por novas datas com grande frequência. Era para ter sido implantado em 2012, passou para 2013, e definiu-se abril ou junho deste período em curso para, finalmente, ser colocado em prática. Nem isso, porém, já é possível garantir.

É fato que insistir apenas no viés repressivo não é o único caminho para o enfrentamento da violência em Juiz de Fora. A cidade vive uma situação atípica, também por conta do olhar dos jovens sobre o papel que desempenham no cotidiano. Na última sexta-feira, dois adolescentes, após apedrejarem um ônibus, quando saiu ferida uma jovem, admitiram que visavam um morador de outro bairro, com quem tinham uma pendência. Não mediram as consequências.

Na busca de identidade, uma geração inteira se perde em atos insanos, que são concluídos por confrontos. Como o volume de armas em circulação é expressivo, muitos desses eventos são letais. Afora isso, a tragédia se consuma em razão do tráfico. Os territórios estão sendo definidos à bala, fazendo a população de refém e sem expectativa de mudança.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que campanha corpo-a-corpo ainda dá voto?