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05 de Abril de 2014 - 06:00

Novo governador assume, tendo no primeiro escalão um ex-prefeito, o que cria expectativas para Juiz de Fora

Por Tribuna

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O novo governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, ao contrário de seu antecessor Antonio Anastasia - que tem um viés técnico -, é um homem afeito à articulação política. Foi presidente da Assembleia por dois mandatos e virou vice nas eleições de 2010 por força de suas ações. É bem-avaliado pelos aliados e adversários, pois não queima navios. Cordato e com visão dos bastidores, ficará no comando do estado até o dia 1º de janeiro de 2015, quando passa o posto para o eleito em outubro. Nesses oito meses, realiza um sonho pessoal, mas também cria expectativas de como será sua gestão num ano eleitoral. Como não foi apenas um nome na agenda, e sim um articulador durante a administração de Anastasia, que lhe confiou diversas missões, terá, certamente, papel estratégico na campanha presidencial de Aécio Neves, mas, pelo seu próprio estilo, não fechará portas para outras demandas.

Juiz de Fora, que ele conhece bem - e o seu secretário de Articulação Política, o ex-prefeito Custódio Mattos, mais ainda -, espera o incremento de ações importantes, especialmente na área de segurança. A cidade mudou o seu perfil nos últimos três anos, quando o número de homicídios superou todas as previsões. O enfrentamento de gangues e a ação do tráfico são questões que devem chegar à sua mesa em busca de solução. O secretário de Defesa Social, Rômulo Ferraz, que somente hoje saberá se continua ou não no cargo, reconheceu as carências do município em entrevista concedida à Tribuna. Ele anunciou uma visita à cidade para discutir com os comandantes da Polícia Militar e os delegados da Polícia Civil o incremento de novas ações de enfrentamento ao crime.

O que o novo governador pode fazer, já nesse primeiro momento, é acelerar medidas, como a instalação de câmeras de vigilância em pontos estratégicos da cidade. O "Olho vivo" já passou por vários anúncios sem sair do papel. A nova data, agora, é junho, chegando à cidade com anos de atraso. Além disso, o efetivo policial tornou-se o nó górdio da questão. A cidade ganhou números preocupantes de ocorrências, mas o efetivo não acompanhou essa nova demanda, o que leva as polícias Civil e Militar a trabalharem no limite.

A cidade tem muitos pleitos, mas é justo cobrar prioridade, sobretudo pela posição estratégica do município. Fazendo divisa com o Rio de Janeiro e com uma via de fácil trânsito, tornou-se rota de criminosos do estado vizinho. Acolher tais pleitos, pois, tornou-se fundamental para o novo gestor.

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