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08 de Junho de 2014 - 06:00

Chegar à Copa do Mundo com obras inacabadas é sinal de leniência dos governos, que deixam tudo para última hora

Por Tribuna

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Um temporal na noite de terça-feira foi a senha para apontar a situação das obras realizadas pelo país afora em virtude da Copa do Mundo: funcionários de uma companhia aérea tiveram que improvisar uma lona para fugir da enxurrada que desceu pelas calhas do terminal. E não foi caso isolado. Os demais vivem um ciclo de improvisação. Em Confins, na Grande Belo Horizonte, tapumes e lonas escondem o que ainda está por fazer. Em Natal, os voos internacionais tiveram que montar um posto improvisado para servir de alfândega.

Desde 2007 o país sabe que iria sediar a Copa do Mundo, mas, como sempre, apostou-se num falso calendário pelo qual tudo dá tempo e sobra. O resultado é esse: o país paga mico ante o olhar internacional em razão de sua própria leniência. E não há quem pague essa conta. Há uma velha mania de se deixar tudo para última hora, que resulta em atrasos, fruto, também, da falta de planejamento. As obras são iguais a CPIs: começam, mas não há certeza de sua conclusão.

Juiz de Fora é testemunha dessa situação em pelo menos dois projetos relevantes: a BR-440, que hoje liga o nada a lugar algum, na Cidade Alta, e o Hospital Regional, que já era para ter sido inaugurado se fossem cumpridos os prazos. Este teve suas obras retomadas, mas há um longo caminho a ser trilhado, pois ainda falta o principal: os equipamentos. A rodovia depende de um edital do Dnit, já prometido, mas ainda não publicado.

A Copa, pois, é apenas a face de um processo de obras sem fim que é visto em todos os estados, mas que só agora chama a atenção pelo fato de o país, além dos nacionais, também estar sob o olhar dos estrangeiros.

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