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08 de Julho de 2014 - 06:00

Cidade paga o preço por não ter implementado projetos de longo prazo

Por Tribuna

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A falta de visão dos líderes políticos, respeitadas as exceções, faz com que Juiz de Fora - a exemplo de outras metrópoles - pague o preço pela ausência de projetos de longo prazo, capazes de prever a mudança de perfil do município. Na edição de domingo, a Tribuna apontou a situação dos principais acessos à cidade, hoje comprometidos pela ocupação urbana. O exemplo mais explícito é a BR-440, que será concluída apenas pelo meio do caminho ante a inviabilidade de execução do projeto original. Hoje, não faz sentido passar uma rodovia dentro do Vale do Ipê. Quando o projeto foi apresentado, sim.

Situação semelhante é encontrada no acesso à BR-267 pelo Bairro Santo Antônio, após a construção da Alameda Ilva Melo Reis. Foi uma iniciativa que cortou caminho e tirou do Bairro Retiro parte do tráfego que se engarrafava sobre uma ponte de passagem para um só veículo. Mas até chegar à Avenida Brasil, descendo pelo Bairro de Lourdes, há um longo trecho que se tornou inviável pelas curvas. Também ali, a cidade cresceu desordenadamente, e qualquer projeto de desapropriação teria custos impagáveis.

Mas não basta jogar toda a responsabilidade sobre os administradores se há também um Legislativo, que deveria ter o mesmo olhar. Por isso, o eleitor deve ficar atento na escolha de seus representantes e avaliar o grau de comprometimento com o futuro que eles apresentam. Olhar para trás e apenas apontar o que deveria ter sido feito é uma ação de palanques. O que se cobra, agora, é uma nova visão, capaz de garantir que no futuro não surjam novos gargalos, como os tantos mostrados pelo jornal.

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