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13 de Maio de 2014 - 06:00

Discussão sobre obrigatoriedade do voto passa, necessariamente, pela relação das ruas com suas lideranças

Por Tribuna

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Uma questão recorrente nas ruas passa pela Copa do Mundo: haverá ou não manifestações e em que grau vão ocorrer? Na mesma linha, outra indagação é se a competição está mobilizando as ruas. Ao que tudo indica, haverá manifestações, mas o envolvimento com a Copa ainda é abaixo das expectativas. Mas há tempo. O brasileiro, tão logo a Seleção de Felipão entre em campo, vai parar tudo e correr para a arquibancada: a real ou aquela que será promovida pelas emissoras de TV ou de rádio.

O que ainda não está na agenda é a eleição de outubro. O brasileiro ainda não se deu conta de que no primeiro domingo do décimo mês de 2014 estarão em jogo a Presidência da República, governos estaduais, Congresso e legislativos. A prova disso pode ser encontrada nas pesquisas. No último domingo, o jornal "Folha de S. Paulo" apresentou dados do Datafolha apontando que 61% dos eleitores se opõem à regra que define ser o voto obrigatório. Afinal, no atual cenário, a maioria prefere ir para a praia do que correr às urnas.

Os números, embora faltando cerca de seis meses para o pleito, não deixam de ser preocupantes, pois apontam para o mau humor do eleitor com os agentes políticos e suas representações partidárias. Obrigatório ou facultativo, o voto ainda não é pacífico quando esse tema vai para as mesas. Uma corrente acha que, se não obrigar, vai facilitar a vida dos políticos que compram votos. Outros entendem ser o meio mais adequado de se fazer a escolha dos dirigentes por um colégio mais qualificado.

Enquanto isso, o recado aos políticos é claro, indicando que precisam agir mais pelo interesse popular, em vez da velha prática de atuar voltados para o próprio umbigo.

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