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24 de Janeiro de 2014 - 07:00

Adoção de câmeras de vigilância é um passo importante para a segurança dos taxistas, mas é preciso ir além

Por Tribuna

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O resultado da votação na qual os motoristas de táxi optaram pelas câmeras de vigilância nos veículos como forma mais eficaz para a sua segurança não esgota a discussão sobre o tema. Na opinião de uma considerável parcela, embora tal equipamento seja importante, é preciso tornar sistemática a operação "Para, Pedro", na qual, de modo aleatório, os carros são parados pela Polícia Militar para averiguação do passageiro. Quando adotada, ela produz resultados, flagrando não apenas potenciais assaltantes mas também passageiros efetuando o transporte de drogas.

Houve quem votasse nos três itens: câmera, GPS e cabine de isolamento, mas, de fato, o custo seria alto, sobretudo para profissionais que não são permissionários. De qualquer modo, a cidade precisa se inserir nas modernas formas de controle, com programas de monitoramento dos táxis e de chamadas pela internet, nas quais quem pede a corrida está devidamente cadastrado - e com foto. Muitas vezes, o profissional é chamado por um, e, no local, está outro passageiro. Com a identificação devidamente registrada, ele saberá, de antemão, com quem está lidando.

Trabalhar na bandeira dois não é uma atividade fácil. No silêncio da madrugada, muitos vícios se revelam, o que deixa o motorista exposto a toda sorte de problemas. Por conta disso, a câmera é um avanço, mas insistir em outras medidas de vigilância é fundamental para a eficiência do sistema e segurança dos profissionais e dos próprios passageiros.

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